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CONTACTO, 26 ANOS DE TEATRO

A CONTACTO nasceu a 22 de Setembro de 1983, data em que se apresentou ao público vareiro com uma das mais conhecidas e carismáticas peças de Bernardo Santareno, “A Promessa”. Inicialmente sediada no salão paroquial São Cristóvão, inscrita e apoiada pelo Inatel de Aveiro, a Contacto, ou melhor, o então Grupo de Teatro Água Corrente de Ovar, vingou num meio pouco habituado ao dito teatro intencional graças aos esforços e à verticalidade dos seus fundadores e, principalmente, à dedicação e à disponibilidade de todos os seus membros, actores, actrizes e demais colaboradores.Em 1985, ao abrigo de um protocolo estabelecido com o Orfeão de Ovar, a Contacto passou a funcionar no secular Teatro Ovarense (que os Bombeiros Voluntários mandaram demolir em 2000), onde permaneceu durante cerca de dez anos, como Secção de Teatro da referida colectividade, protocolo que viria a denunciar pouco tempo depois.O ano de 1995 foi muito complicado para a Contacto que se viu obrigada, por ordem dos Bombeiros Voluntários, a abandonar o velho edifício e a procurar nova morada. A resolução deste problema passou pela vontade e compreensão da benemérita Família Sá que, sensível a esta e outras iniciativas culturais, colocou à disposição da Contacto a sua casa na Rua Alexandre Herculano n.º 46/48, onde continuámos a desenvolver muitos dos nossos projectos, durante quase sete anos. Um desses projectos e talvez o mais importante foi concretizado precisamente em 2001, com a aquisição da sede da Companhia, na Rua Dr. José Falcão, n.º 239, por dezanove mil contos. Tal só foi possível com os apoios financeiros do Instituto Português da Juventude/RNAJ, da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Ovar, com os donativos recebidos de muitos amigos e colaboradores e com um empréstimo bancário contraído pela Direcção de então. Fundada sob a denominação de Grupo de Teatro Água Corrente de Ovar, foi a 18 de Maio de 1993, data da sua legalização no Cartório Notarial de Ovar, que a alteração de nomes se verificou, passando a chamar-se CONTACTO – Companhia de Teatro Água Corrente de Ovar.

 

PEÇAS, RECITAIS E FESTIVAIS

«A Promessa», de Bernardo Santareno, 1983; «Farruncha», de Jaime Gralheiro, para a infância, 1984; «Senda Luz», recital de poesia e teatro, 1985; «Minha Pobre Boneca», de Maria Alvarez de Burgos, 1985; «A Lanterna Mágica», de Manuel Ramos Costa, para a infância, 1986; «Nacosdarte», recital de poesia e teatro, 1987; Ciclo de Teatro em Ovar, de 24/10 a 14/11/1987; «António Marinheiro», de Bernardo Santareno, 1987; «João Pateta», teatro de fantoches, 1989; «Mar», de Miguel Torga, 1990; «João Ratão», de Manuel Ramos Costa, para a infância, 1990; «Recordar é Viver», teatro revista em parceria com o Orfeão de Ovar, 1992; «O Gebo e a Sombra», de Raul Brandão, 1993; Festovar’94, 1ª edição, de 05/11 a 03/12; «O Pelicano», de August Strindberg, 1995; Festovar’95, 2ª edição, de 21/10 a 18/11; «O Príncipe Feliz», de Óscar Wilde, 1996; «Restos», de Bernardo Santareno, 1996; Festovar’96, 3ª edição, de 19/10 a 23/11; «As Troianas», de Jean-Paul Sartre, 1997; Festovar’97, 4ª edição, de 11/10 a 22/11; «El-Rei Papão», de José Jorge Letria, para a infância, 1998; «O Rei Imaginário», de Raul Brandão, 1998; Festovar’98, 5ª edição, de 17/10 a 28/11; «Parda Flor Bela», com textos de Gil Vicente e de Florbela Espanca, 1999; «Todo o Mundo», auto de moralidades, 1999; Festovar’99, 6ª edição, de 15/10 a 27/11; «Cavalo de Pau», de Manuel Ramos Costa, para jovens, 2000; «Guerra Santa», de Luís de Sttau Monteiro, 2000; Festovar’2000, 7ª edição, de 13/10 a 25/11; «As Espingardas da Mãe Carrar», de Bertolt Brecht, 2001; «Rico Par de Botas», de Manuel Ramos Costa, para a infância, 2001; Festovar’2001, 8ª edição, de 12/10 a 24/11; «O Santo Inquérito», de Dias Gomes, 2002; «O Laçarote de Petiz Piparote», de Manuel Ramos Costa, 2002; Festovar’2002, 9ª edição, de 11/10 a 23/11; «Final Feliz», de Manuel Ramos Costa, 16/11/2003; «Menina Júlia», de August Strindberg, 22/11/2003; Festovar’2003, 10ª edição, de 21/09 a 22/11/2003; Dar Teatro’04, de Janeiro a Julho; «A Tulipa Negra», de Manuel Ramos Costa, 14/11/2004; «A Casa de Bernarda Alba», de Federico Garcia Lorca, 27/11/2004; Festovar’2004, 11ª edição, de 08/10 a 27/11/2004; «O Cavaleiro da Utopia», de Manuel Ramos Costa, 20/11/2005; Dar Teatro’05, de Janeiro a Julho; «O Adorável Divórcio», de Manuel Ramos Costa, 26/11/2005; Festovar’2005, de 14/10 a 26/11/2005. Dar Teatro’06 de Janeiro a Setembro; Café Contacto 06 – Junho e Julho 06; «A Tulipa Negra» de Manuel Ramos Costa (reposição com novo elenco), 15/10/2006; «A Lanterna Mágica» de Manuel Ramos Costa (reposição com novo elenco), 19/11/2006; «A Lição» de Eugène Ionesco, 25/11/2006; Festovar’2006, 13ª Edição, de 14/10/2006 a 25/11/2006; “Abril Em Flor”, 24/04/2007; Café Contacto 2007 - “Ovar da Nossa Saudade”, 06/07/2007; “O Principe e a Andorinha”, 25/11/2007; “A Farsa de Mestre Pathelin” de autor desconhecido, 01/12/2007; Festovar’2007, 14ª Edição, de 12/10/2007 a 01/12/2007; “Abril em Flor 2008”, 24/04/2008; Café Contacto 2008 - “Soltar as Palavras”, 11/07/2008; “A Bela Princesa do Norte” dramaturgia de Manuel Ramos Costa, 02/11/2008; “O Auto da Alma” de Gil Vicente, 08/11/08; Festovar’2008, 15ª Edição, de 26/09/08 a 08/11/08; “Abril em Flor - Dia da Liberdade”, 24/04/2009; Festinfância 2009, 1ª Edição, de 31/05/09 a 07/06/09; “Max e Mila” de Volker Ludwig, 12/06/09; Café Contacto 2009 - “Especial 2009”, 04/07/09; “Armadilha para um homem só” de Robert Thomas, 28/11/2009; “Abril em Flor - Liberdade de Expressão”, 24/04/2010;

 

ITINERÂNCIA TEATRAL

A par das produções e das iniciativas teatrais que anualmente foram sendo realizadas, a Contacto foi regularmente convidada para representar os seus espectáculos em muitas localidades do nosso país, auferindo com a itinerância teatral grande prestígio junto das populações e o apreço de muitos agentes culturais. A média anual de espectáculos ronda os trinta e cinco, para um número estimado em cerca de seis mil espectadores. Toda esta acção foi e é feita a título de intercâmbio teatral e, portanto, sem quaisquer fins lucrativos. Em termos geográficos já realizou espectáculos em concelhos dos distritos de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

MÉRITOS


Do Jornal de Ovar, a Contacto foi distinguida com o «Neptuno 97», na área da cultura e orgulha-se de ter no seu elenco a actriz Andreia Lopes e o jovem actor Nuno Sobreira igualmente distinguidos, no âmbito das revelações artísticas, com o «Neptuno 96» e «Neptuno 98», respectivamente. A 7/12/2006, o Jornal Praça Pública atribui à Companhia o prémio da Cultura. Do Amasporto, o Prémio Talma, em 5/2/2006. No Cale-se, Festival Nacional de Teatro de Amadores, realizado em Gaia, nos meses de Janeiro a Março de 2007, a peça “A Lição” foi premiada em 5 categorias: Melhor Espectáculo, Melhor Encenação (Manuel Ramos Costa), Melhor Cenografia (Manuel Ramos Costa), Melhor Banda Sonora (Fernando Rodrigues), Melhor Interpretação Masculina (Álvaro Rocha); No IV Festival Nacional de Teatro de Amadores, organizado pela Associação Nacional de Teatro de Amadores uma iniciativa da ANTA em parceria com a Câmara da Póvoa de Lanhoso, em Fevereiro de 2008, a peça “A Farsa de Mestre Pathelin” foi premiada com o prémio de Melhor Guarda Roupa (Maria José Valente) e também com uma Menção Honrosa para o Melhor Intérprete Masculino (Nuno Sobreira, interpretando Pedro Pathelin). No V Festival Nacional de Teatro de Amadores uma iniciativa da ANTA em parceria com a Câmara da Póvoa de Lanhoso, em Fevereiro de 2009, a peça “O Auto da Alma” foi premiada com o prémio de Melhor Guarda Roupa (Maria José Valente), Melhor Encenação (Manuel Ramos Costa) e também uma Menção Honrosa para o Melhor Espectáculo. Em 25 de Julho de 2009 foi agraciada com a Medalha de Mérito Municipal (cobre) pelo Município de Ovar. A 9 de Dezembro de 2009 a Presidência do Conselho de Ministros conferiu Utilidade Pública à Contacto em despacho assinado pelo sr. Primeiro Ministro José Sócrates.

 

CONSTRUTORES E COLABORADORES

Contando com as que actualmente trabalham nos espectáculos que estão em cena, participaram na nossa Companhia mais de uma centena de pessoas (crianças, jovens e adultos) que, de breve ou de longa passagem, a premiaram com a sua dedicação e com o seu talento, imbuídas do mesmo espírito obreiro que aos seus fundadores sempre assistiu, e que dela fizeram o que realmente, hoje, se orgulha de ser: o rosto do teatro em Ovar. Na relação que aqui se apresenta, além dos membros estão incluídos os nomes de profissionais (pintores, carpinteiros, costureiras e designers), que não pertencendo à Companhia, participaram nas suas produções.

Manuel António Costa / António Alberto Lopes / Álvaro Rocha / Isabel Granja / Jorge Costa / Delfim Lima / David Aguiar / Elisabete Teques / Alberto Teques / Aníbal Teques / Elvira Granja / António Malafaia / Ernesto Santos / José Guedes / Maria da Luz / Fátima Conde / Sãozita Azevedo / São Queirós / Maria da Graça / Lurdes Rodrigues / José António / Carlos Santos / Paulo Biscaia / Helena Santos / António Aguiar / Isolete Santos / José Eduardo / Zélia Pepolim / Manuel Pires Bastos / Alexandrina Paiva / Maria José Mendes / José Carlos / Andreia Lopes / Sérgio Rafael / Mónica Rocha / Eugénia Queirós / Daniela Fula / Zélia Pepolim / Fátima Carapinha / Maria Alice Carvalho / Cristina Carvalho / Manuel Ferreira / José Carlos / Celina Costa / José Costa / João Ruela / Pedro Félix / Liliana Rocha / Sérgio Praias / Ana Cristina / Lia Rocha / Maria José Muge / Fernando Rodrigues / São Gonçalves / António Queirós / Avelino Queirós / Pedro Silva / Vítor Santos / João Lavoura / Pedro Lopes / Bruno Rilho / Óscar Malícia / Carlos Reis / Céu Gonçalves / Orquídea Reis / Manuel Malícia / Maria dos Anjos / Cláudio Valente / Ondina Lopes / Mané Graça / Inês Sobreira / Letícia Martins / Fábio Aguiar / Sílvia Costa / Miguel Duarte / João Cunha / Carina Reis / Susana Andrez / Raquel Campos / Patrícia Henriques / Bárbara Andrez / Iolanda Reis / Sandra Granja / Augusto Dias / Nuno Sobreira / Joana Muchagata / Artur Leite / Rui Leite / Isilda Margarida / Marília Martins / Bruno Biscaia / André Sobreira / Domingos Faria / Daniela Lopes / Inês Cruz / Énia Silva / Marcelle Varanda / Marco Luzia / Emanuel Silva / Ana Sofia / Sílvia Silva / Maria do Céu / Mara Lisa / Milene Sousa / Joana Catarina / Carla Dias / Frederico Pinto / Maria João Soares / João Vieira / Ana Sofia / Inês Nunes / Catarina Boucinha / Idalina Santos / Esmeralda Souto / João Freitas / Ana Cristina / Maria Miguel / Ana Catarina / Vasco Guimarães / Maria José Valente / Bruno Gama / António Costa / Laura Santos / Tatiana Carvalho / Laura Reis / Gabriela Vale / Adélia Oliveira / Idalina Santos / Lurdes Sobreira / Daniel Maciel / João Conde / António Pinho / Fábio Carvalho / Zélia Almeida / Conceição Piqueiro / Luís Filipe / Carla Ferreira / Ana Covas / Cláudia Gomes / Sara Reis / Tiago Moreira / André Pisco / Inês Amaral / Rita Bousbaa / Joana Freitas / Rita Pinto / Ricardo Braga / Goretti Vaz / Ivânia Carapinha / Sofia Monteiro / João Santos / Leandro Silva / Alessandro Varanda / Elson Silva / Miguel Sobreira / Vera Magalhães / Inês Pinto / Bárbara Tavares / Diana Vieira / André Scala / José Miguel / João Paulo / Catarina Santos

 

AS NOSSAS MORADAS

Casa 24/26 da Rua Dr. José Falcão, onde decorreu a primeira reunião preparatória do lançamento do grupo «água corrente» e da sua estreia pública, com «A Promessa», de Bernardo Santareno.. Salão Paroquial de Ovar, onde o grupo com o apoio do Pe. Manuel Pires Bastos trabalhou durante os dois primeiros anos, 1983/1985. . Teatro Ovarense, onde se prosseguiu a actividade, ao abrigo de um protocolo de colaboração firmado com o Orfeão de Ovar, 1985/1995.. Casa 46/48 da Rua Alexandre Herculano, cedida pela Família Sá, onde a Contacto esteve sediada durante sete anos, 1995/2002.. Casa da Contacto, à Rua Dr. José Falcão, 239, adquirida pela Companhia em 2001 e inaugurada a 12/12/2002 pelo Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Ovar de então, Dr. Armando França.